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Diabetes mellitus

Definição:

Doença crônica sistêmica caracterizada pela incapacidade do organismo de metabolizar, de modo apropriado, a glicose (molécula de carboidrato que fornece energia para as células).

No Brasil, há cerca de 13 milhões de diabéticos, representando 6,9% da população.

 Diagnóstico:

Glicemia de jejum >126 mg/dL (em jejum de 8 horas ).

Glicemia casual> 200 mg/dL associados a sintomas clássicos de diabetes.

Glicemia > 200 mg/ dL após ingestão de 75 gramas de glicose.

 Importância:

A glicose elevada no sangue, a longo prazo, causa lesão nos vasos do corpo prejudicando o funcionamento de órgãos como: rins, olhos, nervos e coração.

Pacientes diabéticos têm mais chance de apresentar infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica.

Quando além do diabetes, o paciente apresenta: obesidade, hipertensão arterial e colesterol alto, dizemos que ele possui síndrome plurimetabólica. Isso aumenta muito o risco para doenças cardiovasculares.

 Sintomas:

Geralmente não há sintomas. Quando eles ocorrem os mais frequentes são:

Fome excessiva, sede constante, aumento do volume e da frequência urinária, perda de peso, cansaço, indisposição, variação de humor, náuseas e vômitos.

 Classificação:

Diabetes mellitus tipo I

Diabetes mellitus tipo II

Diabetes gestacional

 Diabetes Mellitus tipo I (DM tipo I)

 Doença auto imune, situação em que o organismo produz, de modo equivocado, anticorpos contra as células do pâncreas. O pâncreas é o órgão responsável pela produção de insulina. A insulina capta glicose da corrente sanguínea e a trans porta para o interior da célula.

O DM tipo I é responsável por apenas 10% dos casos de diabetes. Ocorre normalmente na infância ou juventude.

 Diabetes Mellitus tipo II ( DM tipo II)

 Esse é o principal e mais frequente tipo de diabetes. Resulta da dificuldade das células em captar a glicose, devido à resistência a insulina. Em associação, observa-se também uma diminuição na produção da insulina.

Fatores de risco relacionados com DM tipo II:

*Excesso de peso,

*Idade > 45 anos,

*Histórico familiar de DM,

*Hipertensão arterial sistêmica,

*Histórico prévio de DM gestacional,

*Glicemia de jejum > 100 mg/ DL,

*Ovários policísticos,

*Colesterol elevado,

*Medicamentos (corticóide, tacrolimo, ciclosporina, ácido nicotínico),

*Tabagismo,

*Dieta rica em gordura saturada e carboidratos.

Diabetes Gestacional

 O principal mecanismo é a resistência a insulina. A placenta produz hormônios que inibem a ação da insulina circulante com consequente elevação da glicemia materna.

Este excesso de glicose é prejudicial para o feto levando a problemas como: parto prematuro, problemas respiratórios, hipoglicemia após parto, bebês gigantes e maior risco de DM tipo II para a mãe e para o feto.

 Pré Diabetes 

 Situação em que a glicemia de jejum está entre 100-125 mg/ dL.

Observa-se algum grau de resistência a insulina nesses pacientes. O principal fator associado é o excesso de peso e acúmulo de gordura na região abdominal.

 Tratamento 

 O tratamento é multifatorial. Modificação no estilo de vida incentivando perda de peso, atividade física regular e dieta são fundamentais. A terapia medicamentosa com medicação oral e/ou insulina também podem ser necessárias.   

 

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